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Febre Amarela: 69% dos macacos mortos no Rio de Janeiro foram espancados ou envenenados

População acredita que isso diminui o risco de transmissão do vírus.

Os primatas vem sofrendo ataques constantes/ Foto: Hyago Santos

Desde que foi o surto do vírus da febre amarela foi anunciado no Rio de Janeiro recentemente, algumas pessoas começaram tomar uma medida de prevenção errônea: Matar os macacos, acreditando que eles sejam transmissores da doença.

De acordo com os dados da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle do Zoonoses (Subvisa), já foram registradas 131 mortes a macacos desde o início do ano, a maioria delas ocasionadas por ataques humanos. Entre esses ataques estão os espancamentos e envenenamentos aos primatas.

Entenda: O verdadeiro transmissor não é o macaco

Os macacos não são transmissores da febre amarela. Eles são hospedeiros naturais, adoecem e morrem por causa da doença. Quem transmite o vírus são os mosquitos Haemagogus em áreas rurais e silvestres; e Aedes Aegypti em áreas urbanas, que também é responsável por transmitir dengue, Zika e Chikungunya. As mortes dos macacos ocasionadas pelo vírus da febre amarela servem como um alerta para os especialistas, pois a partir daí eles conseguem fazer um mapeamento e trabalhos de prevenção na região dos óbitos.

O Disque Denúncia iniciou uma campanha para registrar atos de agressões contra os macacos. A denúncias podem ser feitas pelos telefones 2253-1177 (capital) ou 0300-253-1177 (interior do estado, custo de uma ligação local).

A verdadeira Prevenção

Até o momento os dados da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro mostram que nove munícipios fluminenses já tiveram casos de febre amarela. Nesses casos, 25 pessoas pegaram o vírus e oito morreram.

A única forma de se prevenir contra a febre amarela é se vacinando Para fazer isso, basta ir a uma unidade pública de saúde com um documento original com foto para adquirir a imunização.