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Peça-game para crianças sobre diferença e aceitação comemora um ano de circulação com temporada no Teatro Municipal Ziembinski – Tijuca

Makupuni é uma peça-game, mediada por tecnologia com momentos de interação e participação do espectador que buscam causar, além de entretenimento e sensação de co-autoria (como nos games), experiências democráticas e de reflexão ética no público.

Makupuni foi indicada ao prêmio CBTIJ 2017, na categoria “melhor Projeção Cênica. ” Realização do Cegonha – Bando de Criação, tem como diretora Vida Oliveira (In.com.patíveis e Ex.troll.gênio), que idealizou o projeto junto com o ator Miguel Araujo (Cia PeQuod – Teatro de Animação). Estreou em agosto de 2017 e desde então segue apresentando sem previsão de parar. Já é a terceira temporada no Rio de Janeiro e o espetáculo tem feito circulações pela região metropolitana do Estado. O espetáculo está no repertório do grupo Cegonha- Bando de Criação.

Makupuni é a ilha do futuro. Com tecnologia e ciência, é possível ter uma casa projetada para cada estilo de vida. É possível morar nas nuvens, no vento e até em submarinos embaixo d’água. As crianças são fabricadas no centro da ilha e já nascem perfeitamente educadas e adaptadas às suas famílias, e são encomendadas e entregues em caixas. Eis que em um belo dia, um grande mistério acomete a ilha. Um menino-polvo, que não cabe na casa aonde vive; uma menina-âncora, que é pesada e precisa se fixar no chão, mas nasceu numa família que vive nas nuvens; e um menino-livro que nasceu numa família digital e não sabe ser lido pelos pais. Por causa desses problemas, eles são devolvidos por suas famílias por não se adaptarem às casas em que foram recebidos.

A missão do público é ajudar na reintegração dessas crianças, que precisam se adaptar e, mais do que isso, precisam se entender e se aceitar nos ambientes da casa, da família, dos amigos e dos sonhos. Por pelo menos três vezes ao longo da peça, o destino e as decisões dessas crianças na sua jornada são escolhidas pelo próprio público. Essa dinâmica faz com que a jornada de autoconhecimento e aceitação de cada criança seja única e diferenciada a cada apresentação.

Por isso, Makupuni é um espetáculo que mistura a interatividade da peça-game com o teatro de animação. Desta vez a encenação conta, além dos atores, com técnicas de animação como teatro de bonecos, teatro de sombras e animação 2D em mapping.

A interatividade acontece da seguinte forma: as crianças vão ter placas coloridas para levantarem nos momentos de votação. Uma câmera posicionada em direção à plateia vai filmar esses momentos, transmitindo o resultado no palco ali mesmo, na hora, a partir da predominância de cores das plaquinhas levantadas. Lúdico e tecnológico ao mesmo tempo. Legal, né?

A ideia do espetáculo é justamente trazer questões relevantes sobre alguns aspectos do universo da criança, tais como a aceitação das diferenças e a relação com os pais, com os amigos e com a tecnologia. Mais atual impossível!

Quer conhecer mais sobre a Ilha de Makupuni? Chega aqui: facebook.com/cegonhabandodecriacao

Sinopse:
Makupuni é a ilha do futuro, onde as crianças são fabricadas no centro da ilha e são entregues em caixas nas casas dos seus pais. Neste sentido, elas já nascem perfeitamente educadas e adaptadas às suas famílias. Porém, 3 crianças nascem fora do padrão dos pais: um menino-polvo, uma menina-âncora e um menino-livro. Eles são devolvidos por não se adaptarem às casas em que foram recebidos. A missão do público é decidir os rumos dessa história, através de plaquinhas coloridas para votação, monitoradas por uma câmera, que transmitirá instantaneamente os resultados no palco. A plateia infantil poderá ajudar na reintegração dessas crianças e na aceitação da família, dos amigos e dos sonhos. A ideia do espetáculo é trabalhar os conceitos de aceitação, diferença e empatia, na relação da criança com seus pais, com a tecnologia e com o mundo.