Brasil 2014: A terceira tragédia do futebol brasileiro

by Jornal A Metrópole | 17/07/2018 16:00

Por Marcos Meirelles
[1]Nunca na história das Copas do Mundo, um evento dessa grandiosidade teve tanta audiência. Segundo dados preliminares da FIFA, quase 3,5 bilhões de espectadores espalhados pelo mundo acompanharam o a abertura deste Mundial em solo brasileiro. Na primeira fase da competição, a Alemanha estreou com um soberano 4 a 0 contra Portugal, um empate com a surpreendente Gana por 2 a 2 e 1 a 0 contra os Estados Unidos, lhe garantiu o primeiro lugar. Nas oitavas de final, um 2 a 1 contra a Argélia e nas quartas, um 1 a 0 contra a França lhe permitiu pegar o Brasil na semifinal. Um estrondoso 7 a 1 lhe deu moral para enfrentar a Argentina, que venceu na primeira fase a Bósnia e Herzegovina, por 2 a 1, o Irã por 1 a 0 e a nigéria por 3 a 2. Nas oitavas, despachou a Suiça por 1 a 0, nas quartas venceu a Bélgica por 1 a 0 e nas semifinais, a Holanda nos pênaltis, após empate sem gols.

Enfim, chegava a grande decisão entre as duas mais regulares equipes da Copa do Mundo: Alemanha e Argentina. No Estádio do Maracanã, em 13 de julho, a cidade do Rio de Janeiro receberia a segunda final em seu estádio, já que a primeira foi em 1950, na derrota para o Uruguai por 2 a 1. Pela terceira vez, as equipes decidiriam o Mundial (em 1986 com vitória argentina e em 1990 com vitória alemã). Um jogo morno e estudado foi acompanhado por 74.738 espectadores, até que Gotze, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação, marcou o único gol que deu a Alemanha, o tetracampeonato em gramado brasileiro.

[2]

Alemanha Campeã

A maior humilhação
Jogando em casa, a Selecão Brasileira necessitou do terceiro jogo para garantir vaga nas oitavas de final da competição e com a ajuda da torcida que lotava as arquibancadas em seus jogos. A equipe comandada por Felipão, enfrentou logo em seguida o Chile e após empate em 1 a 1, venceu nos pênaltis, com destaque para o arqueiro brasileiro Júlio César. Em meio as comemorações, lágrimas foram derramadas por jogadores que eram símbolo daquela equipe, como o Capitão da equipe, o zagueiro Thiago Silva e o próprio Júlio César. O Brasil estava classificado para as quartas de final e apesar da vitória por 2 a 1 contra a Colômbia, a estrutura da equipe estava comprometida. Na semifinal contra a Alemanha, sem Neymar, em pleno Mineirão, o Brasil entrava para a história ao ser massacrado por 7 a 1 e pela primeira vez, espantaria os fantasmas definitivamente da Copa de 50. O que seria a iminente conquista brasileira, se transformaria na maior humilhação da história dos mundiais. De certa forma, foi. E dificilmente deixará de ser tão cedo.

Curiosidade da Copa
É lançado no Rio de Janeiro, o livro 150 Curiosidades de Copas do Mundo, da Maquinária editora. Com fatos e histórias de edições dos mundiais até 2010, o livro traz 80 charges.
* Fontes para consulta: texto e charge extraídos do livro “150 Curiosidades das Copas do Mundo”, de Gustavo Roman com charges de Vinicius.

Fato Histórico
Vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1982, morria o escritor colombiano Gabriel García Marquez morre aos 87 anos.

País Sede
Brasil

Classificação Final
Alemanha – Campeão
Argentina – Vice-campeão
Holanda – 3° lugar
Brasil – 4° lugar
Colômbia – 5° lugar
Bélgica – 6° lugar
França – 7° lugar
Costa Rica – 8° lugar
Chile – 9° lugar
México – 10° lugar
Suiça – 11° lugar
Uruguai – 12° lugar
Grécia – 13° lugar
Argélia – 14° lugar
Estados Unidos – 15° lugar
Nigéria – 16° lugar
Equador – 17° lugar
Portugal – 18° lugar
Croácia – 19° lugar
Bósnia e Herzegovina – 20° lugar
Costa do Marfim – 21° lugar
Itália – 22° lugar
Espanha – 23° lugar
Rússia – 24° lugar
Gana – 25° lugar
Inglaterra – 26° lugar
Coreia do Sul – 27° lugar
Irã – 28° lugar
Japão – 29° lugar
Austrália – 30° lugar
Honduras – 31° lugar
Camarões – 32° lugar

Mascote
O nome “Fuleco” vem da junção das palavras “FUteboL” e “ECOlogia”.

Artilheiro da Competição
O colombiano James Rodriguez com 6 gols, levou até onde pôde a Colômbia com atuações e gols marcantes.

Craque da Copa
O argentino Lionel Messi, foi eleito o melhor jogador do Mundial disputado no Brasil. A derrota para os alemães na final por 1 a 0, machucou e muito o camisa 10 argentino.

Frase
“Alguns se manifestam dizendo que vamos escolher adversários. Ou são burras, ou mal-intencionadas. Se perdermos, nós não classificamos. Não temos de escolher ninguém”.
(Luiz Felipe Scolari, ainda na primeira fase da competição)

Zebra
Brasil 1 x 7 Alemanha
Mesmo sendo um clássico do futebol Mundial, o vergonhoso 7 a 1 pode (e deve) ser considerado sim, uma zebra, pela quantidade de gols da Alemanha.

[3]Bola
Chamada de Brazuca – foi a primeira bola da história a ter apenas seis gomos – enquanto as cores foram inspiradas nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim da Bahia.

Cobertura
A Copa do Mundo no Brasil quebrou alguns paradigmas em relação aos meios de comunicação. E foi a resolução 4K, ou Ultra HD (4000px na horizontal e 2000px na vertical), conhecida por apresentar mais pixels e detalhes nas imagens exibidas do que o olho humano consegue enxergar, e marcou a competição que entrou para história por ter sido, o mais sofisticado de todos os tempos.

Endnotes:
  1. [Image]: http://jornalametropole.com.br/wp-content/uploads/2018/07/cartaz-1-1.jpg
  2. [Image]: http://jornalametropole.com.br/wp-content/uploads/2018/07/alemanha-campeã-5.jpg
  3. [Image]: http://jornalametropole.com.br/wp-content/uploads/2018/07/brazuca.jpg

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