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Mãe entrega filho à polícia: ‘Não o criei para ser bandido’

normal_00015482Cansada de sofrer com a vida criminosa escolhida pelo filho, uma cozinheira, de 40 anos, viu como a última alternativa entregar o adolescente, de 15 anos, à polícia.

“Eu já fiz de tudo. Já bati, já conversei, já dei carinho e amor, estudos, oportunidades e apoio financeiro. Tudo o que estava ao meu alcance eu fiz. Não estou fazendo isso por não gostar dele. Pelo contrário, eu o amo. Já chorei muito, já orei, mas agora Deus mandou eu descansar e fazer o certo. Se ele quer ser bandido, ele vai ser tratado como tal”, declarou.

O menor foi apreendido em sua casa, no Barreto, em Niterói, por agentes da 73ªDP (Neves), na manhã de ontem. Contra ele, havia um mandado de busca e apreensão por roubo. Para cometer este ato desesperado de amor, como a própria cozinheira chamou a atitude, ela faltou o trabalho para aguardar a chegada do rapaz, que estaria integrando o tráfico de drogas na Favela da Otto, para acionar os policiais.

O adolescente estava sendo investigado por assaltos a comércios em diferentes bairro de São Gonçalo. Imagens de câmeras de segurança flagraram o menor praticando os crimes.

“Ele não tinha necessidade nenhuma de passar por uma situação dessas, de ser algemado, preso. Mas foi o caminho que ele escolheu. Eu não criei filho para virar bandido, não me sacrifiquei a vida inteira para dar o melhor para ele dizer que sonha em gerente de uma boca de fumo. Isso é inaceitável”, lamentou.

A cozinheira acrescentou ainda que tem mais um filho, de 21 anos, que nunca se envolveu com crimes.

“Criei os dois da mesma forma. Meu filho mais velho é um homem muito bom, trabalhador, um verdadeiro exemplo. Desde que me separei dos pais dele, há três anos, ele assumiu o papel de pai para o caçula. Também conversa e dá conselhos. Ninguém da minha família é ladrão, traficante, nada disso”, ratificou.

Ela ainda afirma que o filho deveria pagar pelos crimes como um adulto.

“Eu fiquei sabendo que ele, na hora de cometer os roubos, é valente, bate nos outros, anda armado e aterroriza suas vítimas. Então se ele é homem para ser bandido, então ele tinha que ser homem pra pagar pelo crime. Prefiro vê-lo preso e a ter consciência pesada em saber que meu filho matou uma pessoa de bem. Sou mãe e to corrigindo o meu filho”, encerrou, emocionada.

Com informações de O São Gonçalo